terça-feira, março 01, 2011

Destruíram a camada de ozônio da alegria

por Vinicius Factum (*)
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Backstage, Salão de beleza, Cyber Café, Sala de Massagens, Boite, Cinema, Hospitality Center, Praça com Jardim Oriental, Lounge, Heliporto... Não é nenhum Shopping Center e nem propaganda de condomínio fechado da classe alta. É o que oferece um dos camarotes daqui de Salvador para quem se habilita a investir para “curtir” a folia e pagar o preço para parecer uma pessoa com uma imagem diferenciada.
Dá status ser de tal camarote, ter uma camisa ou crachá de acesso ao seu interior. O objetivo é ser VIP (pessoa muito importante), pelo menos parecer. Ser celebridade ou estar ao lado de alguma. Compra-se esse direito que não é adquirido.
A mídia incentiva e faz a cobertura desses espaços, dando a impressão de ser uma festa democrática, já que registra os foliões espremidos, pulando no asfalto, como se fosse uma opção estar ali confinado ao seu metro quadrado. É o que lhe pertence, de fato.
É dessa forma que o carnaval da Bahia se apresenta. É nisso que transformaram-no. Um carnaval para privilegiados, para quem tem poder aquisitivo. Uma festa que era popular, onde pobres e ricos se encontravam para brincar descontraidamente e celebrar com música, dança, bebida e muita paixão as suas diferenças. Cadê a essência da festa e todo o seu perfume natural?!
Destruíram a camada de ozônio da alegria. O inesperado, a descontração, o inusitado e o despojamento deram lugar a mercantilização.
Usaram a desculpa da violência para construir guetos nas avenidas da folia. Abortaram o que surgiu de forma espontânea e desprovida de interesses comerciais. Impuseram limites para o folião simples, do povo, que hoje é tratado de forma pejorativa com o nome de “pipoca”. “Eu sou o carnaval em cada esquina!”, já dizia Moraes Moreira.
Também, com o argumento de que o Centro de Salvador ficou pequeno, desviaram a folia para bairros nobres, mas na verdade sabe-se que a pressão dos hotéis foi um fator decisivo, já que é na orla marítima que se concentra a grande rede hoteleira.
Cantores/empresários divulgam com estardalhaço a presença durante os festejos de artistas e personalidades nacionais e internacionais, como se o carnaval baiano precisasse desse link.
As TV´s mostram o carnaval da beleza branca e de olhos verdes. A beleza importada. As câmeras, quando é pra mostrar o povão, faz o registro via aérea. Perigoso aparecer na tela a nossa realidade tão de perto, não é? Pode não dar ibope!
Nessa festa o povo que era a atração principal, hoje foi relegado a coadjuvante e sem cachê. Muito pelo contrário, é exigido um pagamento para poder participar de um carnaval que foi feito por ele e para ele. O povo perdeu o direito de arena. Ou melhor, tiraram-lhe esse direito adquirido. Roubaram-lhe a fantasia!
Os Blocos, que foram criados sem cordas, hoje ostentam a definição de ser (como diz a propaganda de um deles), “o metro quadrado mais bonito da avenida”. Isso tem nome: Segregação social e racial! Para sair em uma dessas entidades, cujos cantores e bandas já são destaques nacionais, é exigida um pagamento em torno de dois salários mínimos... Ai daquele que tiver seu domicílio em bairros que não sejam nobres... Se for negro, ou sai em algum do terceiro escalão ou então em Blocos Afros.
Daqui a algum tempo vão cobrar para você respirar o “ar do carnaval”. Pensando nisso eu já estou guardando algumas garrafas vazias na área de serviço. Guardem as suas também, pois com casco será mais barato.
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(*) Blogueiro, economista, saxofonista e Paroquiano

"A mão que afaga é a mesma que apedreja..."

por Acúrsio Esteves
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Fim do século XIX, a Bahia testemunha uma mudança de costumes na sua maior festa popular. Estou me referindo ao nascimento do carnaval e à morte do entrudo. Se o preconceito e a segregação social além da violência física eram as notas destoantes desta manifestação de origem portuguesa, o carnaval recebe este dote como herança e até intensifica o seu caráter hierarquizado concebendo, porém, novos paradigmas lúdicos, estéticos e capitalistas. No entrudo, negros “brincavam” ao lado de brancos, e estes podiam atingi-los com as famosas laranjinhas, farinhas, água fétida e toda a sorte de armas podres, enquanto aqueles só poderiam fazê-lo entre si. Já no carnaval do início do século XX, a "inconveniente" presença dos afrodescendentes e pobres foi alijada do nobre circuito do corso, (onde o préstito trazia a "nata" da sociedade baiana em suntuosos desfiles), e nem sequer imaginada nos seletivos bailes dos salões do Teatro São João, Teatro Politeama, Cruz Vermelha e Fantoches da Euterpe. Formaram-se (a exemplo de hoje) dois circuitos distintos no carnaval de Salvador.
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Na Rua do Palácio (hoje Chile) acontecia bem comportado o desfile eurocêntrico dos citados clubes e na Baixa de Sapateiros a farra de entidades negras como Guerreiros d´África, Embaixada Africana, Pândegos d´África, evocando e reverenciando suas origens. Dentro deste contexto é que surge em 1950 um elemento que vem promover uma mudança radical na forma de se brincar o carnaval: o trio elétrico. Fruto da musicalidade baiana vindo através da genialidade inventiva da dupla Dodô e Osmar, ele é concebido no início da década de 50. Esta genial criação mais tarde viria a se tornar a marca registrada do carnaval de Salvador, e modificaria por completo e para sempre a estrutura da folia. Sem pedir licença, de forma irreverente e tendo um forte compromisso com a alegria, a dupla Dodô e Osmar à revelia de tudo e todos destrói o “status quo” vigente e decreta a democracia no carnaval através da participação coletiva simultânea onde negros e brancos, ricos e pobres tinham algo em comum: pulavam atrás do trio.
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Como bem colocado pelos seus próprios criadores referindo-se à multidão que o acompanha, "pula gente bem, pula pau-de-arara, pula até criança, e velho babaquara" ou mais sinteticamente como Caetano "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu". Este caráter libertário e unificador lhe confere a primazia de efetivamente ter uma atitude conseqüente contra o preconceito e a segregação social e racial no nosso carnaval ainda que não de forma intencional, pois, o único objetivo dos seus criadores era o entretenimento pessoal e a diversão da massa.
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A preferência por essa nova forma de se brincar no outrora plural carnaval de Salvador veio se acentuando a partir da década de 50 atropelando tudo e todos que não se rendessem aos seus acordes contagiantes. Entidades carnavalescas como Escolas de Samba, Blocos de Índio, Afoxés, Cordões e Batucadas foram gradativamente se não extintas, quase desaparecidas. Sua atuação quase hegemônica, monopolizando a preferência e atenção popular e divulgando nacionalmente o carnaval de Salvador, veio em fins da década de 70 e início de 80, aprisioná-lo nas cordas dos blocos que já vislumbravam o seu poder como elemento facilitador de apropriação de capital. Estes, em seu favor, abdicaram no tradicional sopro e percussão, iniciando um processo no qual o trio passaria a ser uma propriedade particular, reconduzindo às ruas uma hierarquia social, econômica e racial perdida no tempo, contribuindo sobremaneira para a atual privatização desregrada do espaço público. O trio libertário, servo e promotor do prazer, passou a ser refém da sua própria alegria e reescreveu a história dividindo de novo os foliões que outrora ele juntou num caldeirão de euforia, em associados e pipocas, pobres e ricos, negros e brancos. Virou passarinho cantando na gaiola para quem poder pagar mais.
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Dentro desta lógica capitalista, os antigos grilhões por ele arrebentados na década de 50 são, por seu intermédio, recolocados no povo. O trio ocupou o lugar de agente da discriminação, da segregação e do preconceito a serviço das elites econômicas e seus "podres poderes" legalmente constituídos. Perde o significado a assertiva de Moraes Moreira, quando este diz em uma das suas composições em comemoração aos 25 anos do trio, se referindo ao nosso carnaval "É o lugar do mundo inteiro que se brinca sem dinheiro, basta só existir e na vida passar um Trio Elétrico de Dodô e Osmar". A cor da pele, a posição social, endereço nobre (ou pobre) voltaram a fazer diferença. A alegria do trio agora tem preço (caro) e nome: Eva, Cheiro de Amor, Camaleão... Ele que antes era do povo, para o povo e pelo povo, hoje é classificado como "de bloco" e "independente". Independente... Porreta essa!!! É de fazer Dodô e Osmar se arrepiarem e revirarem no túmulo.
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Início do século XXI, o "agente da alegria", refém (sem direito a resgate) do poder econômico, massifica uma padronização estética que empobrece e privatiza a festa e sufoca, ou melhor, aniquila a criatividade popular. Esta padronização é responsável pelo que o Profº Joaquim Maurício Cedraz Nery chama de militarização do carnaval, que se caracteriza pela presença do uniforme (abadá), da quase uniformidade do ritmo (axé, pagode), das evoluções coreografadas no percurso, da posição na fila e revezamento do comando (mesmos "cantores" atuando em todos os "regimentos", digo, blocos). Este novo modelo de carnaval tem no turismo seu mais recente e rentável filão econômico, um promissor caminho para a sua esclerose e autofagia.
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Pois é leitores, o paraibano Augusto dos Anjos (chamado o poeta do mau gosto) está coberto de razão quando diz: "O beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja". Está aí o trio elétrico que não lhe deixa mentir... Já se disse que o mundo dá voltas, que a história se repete, é cíclica etc., e nós estamos vivos para testemunhar mais uma vez o povo ser usurpado de mais um patrimônio cultural em favor da elite. Pobre folião de Salvador. Pobre carnaval da Bahia!
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Fonte: A Tarde Online

domingo, fevereiro 27, 2011

Carnaval 2011: Quem fica e quem sai

Segundo a pesquisa denominada “Suplemento do Carnaval 2010”, 77,9% preferem mesmo é escapar do Carnaval de Salvador. Destes, 60,5% preferem ficar em casa e envolver-se em atividades como ver televisão, ouvir música e acessar a internet. O restante viaja e, neste universo, a maioria (89,8%) prefere outras cidades baianas.

A maior parte da população não participa de forma presencial mas, dessa parcela, 86,1% fica conectada à festa por meio da televisão.

O estudo que ouviu 9.381 pessoas em julho, agosto e setembro do ano passado revelou, também, que 42,6% dos soteropolitanos que não saem às ruas ouvem música e 30,3% acessam à internet.

O estudo atestou, ainda, que a maioria dos soteropolitanos que brincam Carnaval fazem a festa fora das cordas dos blocos e longe dos camarotes. Enquanto 58,9% é composta por foliões pipoca, apenas 15,6% corresponde a pessoas que saem em blocos.

Para este ano o governo do Estado reduziu em 24% o orçamento para o Carnaval. Em 2010, foram investidos R$ 12 milhões. Este ano, pouco mais de R$ 9 milhões. Por conta da crise orçamentária, muitos artistas contratados para animar o folião pipoca tiveram que reduzir as apresentações.
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Fonte: A Tarde Online

Tribunal na Bahia paga personal trainer com dinheiro público

por Thiago Guimarães, iG Bahia

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, com sede na Bahia, vai gastar até R$ 3.145 por mês em recursos públicos na contratação de um personal trainer para dar aulas de corrida a juízes e servidores.

O pregão eletrônico 050/2010 do TRT-5, publicado em 9 de fevereiro e realizado na última quinta-feira (23), teve por objetivo “contratação de empresa para prestação de serviço de assessoria esportiva sob supervisão de profissional com experiência em ministrar aulas de corrida para os magistrados e servidores do TRT 5ª Região”.

A vencedora da licitação foi a empresa MC Saúde e Estética, de Salvador, que receberá R$ 62,90 por servidor que participar das aulas. A dona da empresa, Márcia Conrado, disse ao iG que o edital prevê a prestação do serviço para até 50 servidores, o que perfaz os R$ 3.145 mensais.Segundo Conrado, o objetivo é a formação de um “clube de corrida” entre os servidores do TRT-5.

Seis empresas participaram do pregão eletrônico (modalidade de licitação), que teve como critério o menor preço por participante das aulas. Durante o pregão, os lances começaram em R$ 120 e caíram até R$ 62,90 por aluno. O edital da licitação não prevê o tempo do contrato. Em um ano, por exemplo, os gastos totais do TRT-5 seriam de R$ 37.740, considerando a participação de 50 servidores nas aulas de corrida.

A direção do TRT-5 informou, por meio de assessoria de imprensa, que a contratação do serviço se deu em razão do elevado índice de doenças ocupacionais verificado entre servidores do tribunal. Segundo o TRT-5, trata-se de uma ação de promoção de saúde que procura, sobretudo, incentivar os funcionários a praticar atividades físicas. O tribunal afirmou ainda que a ação pode, inclusive, gerar economia aos cofres públicos, ao eventualmente reduzir o número de afastamentos de servidores por motivos de saúde.

domingo, fevereiro 20, 2011

Segundo Tempo suspeito

Principal programa do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, o Segundo Tempo, além de gerar dividendos eleitorais, transformou-se num instrumento financeiro do Partido Comunista do Brasil (PC do B), legenda à qual é filiado o ministro.
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O Programa Segundo Tempo foi criado no começo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na teoria, o objetivo é oferecer a crianças e jovens carentes oportunidade de prática esportiva após o turno escolar e nas férias.
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A reportagem do Estado foi conhecer os núcleos do Segundo Tempo no Distrito Federal, em Goiás, Piauí, São Paulo e Santa Catarina. A amostra, na capital e região do entorno, no Nordeste mais pobre ou no Sul e no Sudeste com melhores indicadores socioeconômicos, flagrou o mesmo quadro: entidades de fachada recebendo o dinheiro do projeto, núcleos esportivos fantasmas, abandonados ou em condições precárias.

As crianças ficam expostas ao mato alto e a detritos nos terrenos onde deveriam existir quadras esportivas. Alguns espaços são precariamente improvisados, faltam uniformes e calçados, os salários estão atrasados e a merenda é desviada ou entregue com prazo de validade vencido.

No site do ministério, o Segundo Tempo é descrito como um programa de "inclusão social" e "desenvolvimento integral do homem". Tem como prioridade atuar em áreas "de risco e vulnerabilidade social", criando núcleos esportivos para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias.

Conferidas de perto, pode-se constatar que as diretrizes do projeto, que falam em "democratização da gestão" foram substituídas pelo aparelhamento partidário.

O Segundo Tempo está, majoritariamente, nas mãos de entidades dirigidas pelo partido e virou arma política e eleitoral. Só em 2010, ano eleitoral, os contratos com essas entidades somaram R$ 30 milhões.

O dinheiro deveria ser usado para criar 590 núcleos e beneficiar 60 mil crianças carentes. Na procura por um núcleo cadastrado na cidade do Novo Gama (GO), por exemplo, a reportagem encontrou um terreno baldio onde deveria funcionar um campo de futebol. Cerca de 2,2 mil crianças foram iludidas na cidade por uma entidade sem fins lucrativos fantasma.

No Novo Gama, o programa Segundo Tempo é só promessa, mas, na última campanha eleitoral, foi usado como realidade pelo vice-presidente do PC do B do DF, Apolinário Rebelo. O mesmo ocorreu na Ceilândia (DF).

Em Teresina (PI), no lugar de uma quadra poliesportiva os jovens usam um matagal, onde improvisam tijolos e bambus para jogar futebol e vôlei. Do lado de fora, no muro do terreno, a logomarca do Segundo Tempo anuncia que ali existiria um núcleo do programa. O local é um dos espaços cadastrados por uma entidade que já recebeu R$ 4,2 milhões para cuidar do projeto. Seus dirigentes são do PC do B.

Lideranças de comunidades carentes de Santa Catarina criticaram a intermediação do Instituto Contato, dirigido pelo PC do B, no Segundo Tempo e anunciaram que abriram mão do projeto. Aulas de tênis são dadas na calçada, com raquetes de plástico. Em Florianópolis, a reportagem encontrou um lote de suco de groselha com validade vencida num núcleo do programa

A campeã de recursos do governo é a ONG Bola Pra Frente, dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, vereadora de Jaguariúna (SP) pelo PC do B - R$ 28 milhões foram repassado à entidade desde 2004.

Fonte: Estadão


domingo, fevereiro 13, 2011

Butantã, "terra duríssima".

Por não terem herdeiros, o português Afonso Sardinha e sua esposa doaram suas terras à igreja de São Paulo, em 1750. Os jesuítas dividiram as terras em 19 grandes sítios, que foram posteriormente arrendados. Podemos destacar os seguintes jesuítas que vieram ao Brasil no século XVI: Padre Manoel da Nóbrega, Padre José de Anchieta e Padre Antônio Vieira.
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Os jesuítas eram padres da Igreja Católica que faziam parte da Companhia de Jesus. Esta ordem religiosa foi fundada em 1534 por Inácio de Loiola. A Companhia de Jesus foi criada logo após a Reforma Protestante (século XVI), como uma forma de barrar o avanço do protestantismo no mundo. Portanto, esta ordem religiosa foi criada no contexto da Contra-Reforma Católica. Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil no ano de 1549, com a expedição de Tomé de Souza.
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Em 1760, alegando conspiração contra o reino português, o marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil, confiscando os bens da ordem.
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As terras (19 grandes sítios) então foram passadas para o Estado. Em 1799, Bárbara do Espírito Santo arrendou toda a área e anos mais tarde deixa em testamento a metade do terreno para Ana Rodrigues Oliveira e sua irmã Maria Garcia Paes que passaram para o Sargento Mor Policarpo de Oliveira em pagamento de uma divida. Quase um século depois, em 1889, a propriedade chamada Fazenda Butantã é comprada pelo Dr. Arnaldo de Oliveira Barreto.

Em 1898, urna. equipe da Secretaria Estadual da Saúde, da qual participava o médico e cientista Vital Brasil, identificou um surto epidêmico de peste bubônica no porto de Santos, que ameaçava alastrar-se. A urgência de um soro levou o Estado a instalar um edifício para a produção do mesmo em um local distante do centro da cidade. E assim foi escolhida a fazenda Butantã, comprada do Dr. Arnaldo. Em fevereiro de 1901 foi inaugurado oficialmente o instituto Serumtherapico, posteriormente Butantã. O bairro foi se desenvolvendo lentamente a partir do eixo Instituto-USP. Hoje, é um exemplo do paradoxo paulistano. Nele convivem áreas de ricos, de classe média alta, média baixa, pobres, e favelados.. São 51 favelas, uma delas situada no bairro mais rico da capital: o Morumbi.

Butantã é uma palavra de origem tupi-guarani que significa "terra duríssima".

Fonte de pesquisa: Suapesquisa.com / Sampa.art / Bairrobutanta.com.br

domingo, fevereiro 06, 2011

"Ter empregadas no Brasil é sinônimo de status"

Contar com alguém contratado para realizar os serviços domésticos é sinônimo de status no Brasil. E muitas pessoas acabam não realizando as tarefas na própria casa porque elas estariam ligadas a algo menor. As relações escravistas do passado ajudam a explicar a situação.
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A opinião é do professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense Cássio Casagrande, que também é procurador do Ministério Público do Trabalho.

Para ele, essa questão cultural é a que mais explica o fato de quase três quartos dos empregados domésticos não terem carteira assinada.

"As pessoas não querem fazer seu próprio trabalho doméstico. Mesmo alguém de classe média baixa quer ter uma empregada e as contratam sem condições de pagar pelos direitos", afirma.

De acordo com dados da Pnad de 2009, entre os mais de 7 milhões empregados domésticos do país, apenas 27,5% têm carteira assinada. Mais de 90% desses empregados são mulheres.
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Fonte: Folha Online

Degradação cresce nas ruas de Nazaré

Os monumentos, avenidas e ruas lembram momentos e personagens marcantes da história. No entanto, o que mais é lembrado por moradores e frequentadores do bairro de Nazaré são os atuais problemas de infraestrutura e a insegurança.
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Veja na íntegra aqui.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Uma doação proibida

Serrurrier, de 52 anos, considerado pelos médicos como 99% geneticamente compatível com Courrier, se ofereceu para lhe doar um rim, mas como eles não possuem parentesco perante os olhos da lei, o comitê de biomedicina se recusa a autorizar o transplante.
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'Passei 12 anos tentando localizá-lo e faz 25 anos que o encontrei. Temos uma relação muito próxima, nos vemos regularmente. Ele é meu irmão', disse Courrier à BBC Brasil.
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Veja a matéria completa aqui!

domingo, janeiro 23, 2011

O Retiro de São Francisco sob ameaça

por Samuel Celestino (Jornalista)
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De há muito se chama à atenção sobre a tramada negociação da grande área ocupada pela Casa do Retiro de São Francisco, em Brotas, entre a Avenida Waldemar Falcão e o Candeal, uma das mais valorizadas da Bahia. A casa é administrada pelo Núcleo Provincial, cuja sede fica em Recife. Este núcleo estaria comum a dívida em torno de R$ 28 milhões e pretenderia resgatá-la coma venda de um patrimônio que é, essencialmente, baiano. Por ora, nenhuma autoridade do Estado se pronunciou sobre esta causa de importância para a cidade.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também não.

Ele busca investimentos no Sul e não seria justo que desejasse também levar recursos da Bahia, como, aliás, os baianos o fizeram em relação à Ford, que iria se instalar no Rio Grande do Sul. O caso aí, no entanto, é muito diferente.

O então governador gaúcho petista, Olívio Dutra, recusou-se a oferecer vantagens fiscais à montadora e o então governador baiano César Borges, ousadamente, investiu: voou para o Rio Grande e lá negociou com a Ford, sob o protesto da imprensa gaúcha contra Olívio, que não deu ouvido.

Hoje, a Ford comanda um polo automotivo que, infelizmente, gorou. Mas transfere boa parcela de impostos ao tesouro baiano, além de oferecer em torno de 20 mil empregos diretos e indiretos.

A casa do retiro I

Estou a me desviar da campanha para preservar a Casa de Retiro São Francisco. O diretor geral do Ipac, Alexandre Mendonça, lavou as mãos.

Disse, “inocentemente”, que o Retiro “não é referencial para Salvador”. Poderia encontrar saída melhor do que seu disparate.

O Ipac procurou uma saída fácil e, se me permitem, burra. Não faz muito, este mesmo Ipac – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – diante de pressões de ex-alunos, tombou para não ser vendido o Colégio Marista, no Canela. Entre o valor do terreno do antigo Maristas, num bairro que já foi, em outros tempos, de elite e sossegado, e o da Casa do Retiro, valorizadíssimo, não há comparação.

As empresas incorporadoras estão ávidas pelo imenso terreno – um belo bosque com árvores centenárias, casa de descanso, trilhas para passeio e capela – para degradá-lo com espigões.

Então, tombar o Maristas que tem importância, não há desenegar, para gerações que lá estudaram, enquanto a Casa do Retiro, não tem? Que diferença há sobre o tal conceito que o Ipac inventou sobre o “referencial para Salvador?”.

Deu a louca no Ipac, ou há gatos miando no telhado da casa de orações? Será que o diretor do Ipac não enxerga que inventou uma saída absurda que não dá para digerir.

Não vê que está numa trilha completamente errada, senão suspeita, por suposição, tendo, no centro, interesses imobiliários? Será que a sua suposta competência e correção não o impelem a compreender que entre o colégio e a casa no máximo há fatores semelhantes, senão favoráveis ao imóvel de Brotas? O ex-diretor do Ipac, Ordep Serra defende o tombamento.

Salvar a Casa do Retiro é uma exigência.

A casa do retiro II

Vou contar uma pequena história.

No início dos anos 70, o banco mais tradicional do Estado, o Banco da Bahia, foi vendido, numa negociação rápida e surpreendente pelo seu principal acionista, Clemente Mariani. O banco era centenário ou quase, orgulho dos baianos. O governador ACM, no seu primeiro mandato, entrou em cena para desfazer o negócio. Não conseguiu.

Em resposta, tomou uma decisão inusitada, marcada por rompante de prepotência e atropelou a legislação.

Retaliou determinando a desapropriação do Morro Clemente Mariani, homem público de conceito nacional, que fica defronte do Iate Clube e do Cemitério dos Ingleses, na Ladeira da Barra.

Houve uma grande repercussão, amplamente favorável ao ato que, segundo o então governador “era para se construir no local um manicômio”.

O que fez de errado, atropelando, hoje Salvador agradece ao governante morto.

Como “boom” imobiliário, a Barra foi ocupada e, como pulmão do bairro, ficaram o Morro desapropriado – que no futuro poderá ser (e já deveria ter sido construído) um belíssimo parque para a população – e o Morro do Gavazza, que ocupa uma extensa área, pertencente à Marinha.

Não fossem os dois pulmões preservados, a Barra hoje seria (aliás, quase já é) absolutamente inabitável.

Quando passo pela Ladeira da Barra olho sempre para o Morro Clemente Mariani, encimado por um belo casarão.

O futuro acabou dando razão a uma medida de retaliação, que sempre me pareceu, e ainda me parece, absurda, embora hoje eu a aceite com alegria e até com uma ponta de agradecimento por amar esta cidade degradada e de gestão desvairada.

A casa do retiro III

Assim, Salvador corre o risco de perder mais um marco da cidade em razão da ameaça que paira sobre a Casa de Retiro São Francisco, administrada pela Ordem Franciscana de Salvador juntamente comas Irmãs Franciscanas, já afastadas da casa. A direção está por conta do Provincial, cuja sede fica em Recife, que estuda a venda do bosque para que nele sejam construídos edifícios que favoreçam, deste modo, à especulação imobiliária e sufocar um pouco mais Salvador.

O Retiro São Francisco foi construído pelo frei Hildebrando Kruthoup em área doada por Norberto Odebrecht, que o construiu sem cobrar um centavo sequer, e foi inauguradanodia6demarço de 1949. Em torno do local há um imenso bosque todo arborizado, denominado Bosque da Via Sacra, onde se encontra a sepultura do frei Hildebrando, cujo busto que adorna a entrada principal também foi doado por Norberto Odebrecht. Não dá para conceber – e aceitar passivamente – mais este crime contra aos valores culturais da cidade do Salvador, que cada vez mais são destruídos pela insaciável especulação imobiliária.

É absolutamente necessário que a Casa do Retiro seja preservada, urgentemente, mediante tombamento a ser feito, ou até, por desapropriação.

Espero que Pernambuco não leve uma parte da Bahia.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Bahia sob risco de epidemia

O levantamento divulgado nesta terça-feira (11) pelo Ministério da Saúde classificou Salvador e as principais cidades do interior baiano, na zona de alto risco de epidemia de dengue. Além da capital, Camaçari, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Ilhéus e Itabuna, todos com mais de 200 mil habitantes, estão na lista. (Informações da Tribuna da Bahia)

Após perder Zilda Arns, Pastoral da Criança volta ao Haiti

É na cidade de Fort-Liberté, a 290 km da capital Porto Príncipe, que a Pastoral da Criança retoma seu trabalho no Haiti, interrompido pela morte da fundadora da entidade, Zilda Arns, no tremor.

Atualmente, 250 pessoas, entre gestantes, mães e recém-nascidos, são acompanhadas por 28 voluntários.

Os agentes visitam as casas, dão orientações sobre hábitos de saúde, higiene e alimentação e ensinam as mães a preparar o soro caseiro, seguindo a fórmula adotada pela Pastoral no Brasil desde a década de 80. (Informações da Folha Online)

domingo, janeiro 09, 2011

Ponto Frio. Ponto final.

A empresa varejista Ponto Frio anunciou nesta sexta-feira (7) o fechamento de suas 53 lojas na Bahia. A rede divulgou também informações sobre a negociação da transferência dos pontos comerciais, distribuídos por 30 municípios baianos, para a operadora Claro. Em nota, a empresa informou que tomou a decisão considerando que o formato digital, implementado somente na Bahia, não se enquadra ao novo modelo de negócio definido pelo grupo. A operação comercial do Ponto Frio Digital, incluindo venda, estoques e entregas, vai ser finalizada neste domingo (9). Existe a possibilidade dos cerca de 400 colaboradores do Ponto Frio integrarem o quadro funcional da Claro, mas, até agora, nada foi garantido. As informações são do Correio.

Desmatobrás: uma área equivalente ao Grande Rio

por Liana Melo e Henrique Gomes Batista, O Globo

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O governo planeja desmatar 5,3 mil quilômetros quadrados (km2) de floresta no país, o que equivale à área dos 19 municípios da região do Grande Rio, para construir 61 usinas hidrelétricas e 7,7 mil quilômetros de linhas de transmissão. A maior parte dos projetos fica na nova fronteira energética do país, a Amazônia Legal, que congrega nove estados.

Apesar de impressionante, o impacto pode até ser maior, já que o número leva em conta apenas a área que será alagada pelas hidrelétricas e a extensão das linhas de transmissão, e não inclui o desmatamento no entorno. E ainda não entraram no cálculo as obras previstas na segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), como rodovias e ferrovias, cujo dano ambiental não foi estimado nem mesmo pelo governo.

A meta é instalar 61 novas usinas em todo o Brasil até 2019 para jogar no sistema mais 42 mil megawatts (MW) de energia. As maiores usinas ficarão na região amazônica.

Custos, financiamento, cronograma, necessidade de mão de obra e potencial energético dos projetos estão minuciosamente explicados em 330 páginas no Plano Decenal de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, órgão responsável pelo planejamento do setor), e no PAC-2.

Mas não há análise profunda sobre os impactos ambientais: a previsão de recursos previstos para aplicar em compensações é de R$ 614 milhões, o que corresponde a 0,5% do valor das obras.

- A experiência mostra que uma área adicional também é desmatada por causa dos investimentos no local. Por exemplo, os projetos atraem as pessoas para trabalhar na obra e um outro grande número vem espontaneamente buscar oportunidades. Depois da obra, parte desta população fica e gera um crescimento populacional acima da média por vários anos - avalia Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), lembrando que, na região de Tucuruí, por exemplo, as taxas de crescimento populacional continuam sendo duas vezes maiores que a do resto do país, mesmo três décadas depois da implantação do projeto.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Professor ganha 40% menos que média do trabalhador brasileiro

Enquanto um assalariado, que tem escolaridade superior ao ensino médio, recebe mensalmente R$ 2.799 por 40 horas semanais de serviço, um docente com a mesma quantidade de anos de estudo tem remuneração de R$ 1.745 por mês. O salário médio mais baixo é do Estado de Pernambuco -- R$ 1.219 -- e o mais alto é do Distrito Federal -- R$ 3.472. (Informações da Veja Online)

sábado, dezembro 18, 2010

Pra eles, há dinheiro

Em clima de Natal, os parlamentares se concederam um presente: vencimentos de R$ 26,4 mil. E outros aumentos virão, em cascata. Para isso há dinheiro. Fosse para aposentados e pensionistas o tesouro quebraria. (Informação da Tribuna da Bahia)

domingo, dezembro 12, 2010

Mau planejamento urbanístico e falta de vontade política


O Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, é um conjunto com teatro, museu, biblioteca e um pátio de concreto. Desenhado pelo arquiteto que o batiza, foi aberto em março de 2006. Custou mais de R$ 60 milhões. Hoje, está fechado.

O Parque da Cidade, em Natal, também projetado por Oscar Niemeyer, conta com auditório, biblioteca, área para caminhadas e, claro, um pátio de concreto. Foi inaugurado em novembro de 2008, a um custo de R$ 26 milhões. Hoje, está fechado.

Em Recife, o Parque Dona Lindu, orçado em R$ 29 milhões, foi inaugurado em dezembro de 2008. Salvo pela área externa, teatro, restaurante e pavilhão desenhados por Oscar Niemeyer continuam fechados. (Ao menos o pátio de concreto pode ser usado por quem gosta de pátio de concreto.)

A Prefeitura de Recife afirma que as obras do Parque Dona Lindu estão dentro do prognóstico e devem ser finalizadas em janeiro. Já em Goiânia e Natal, os complexos culturais chegaram a receber visitantes, antes de serem interditados pelo Tribunal de Contas dos Estados.

A Folha conversou com arquitetos e políticos para saber por que esses projetos de Oscar Niemeyer -- que completa 103 anos no dia 15 de dezembro -- acabaram fechados, após o empenho de tanto dinheiro público. Em comum, dois pontos: mau planejamento urbanístico e falta de vontade política.

Veja na íntegra aqui.

Um título dispensável

Salvador é a cidade que mais recebe denúncias sobre violência sexual através do disque 100 – criado em todo país para receber acusações de exploração sexual contra crianças e adolescentes.
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Fonte: Projeto Viver da Secretaria de Segurança Pública do Estado

A TV que ninguém vê

Por Lauro Jardim (Blog de Noblat)

Nas comemorações dos três anos da TV Brasil, a diretora Tereza Cruvinel festejou “a conquista a cada dia de mais audiência”.

Pura embromação.

Em novembro, entre 7 da manhã e meia-noite, de acordo com o Ibope, a TV Brasil registrou 0,4 ponto de audiência no Rio de Janeiro. Há um ano, o índice era o mesmo.

Considerando-se o orçamento anual da TV Lula, cada 0,1 ponto de audiência (4 000 televisores) custa cerca de 100 milhões de reais por ano.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Para reflexão

Seis em cada dez pessoas dizem que corrupção aumentou; uma em cada quatro pagou subornos...
Os dados fazem parte do 2010 Global Corruption Barometer (Barômetro da Corrupção Global 2010, em tradução literal).
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Você faz parte desse universo? Contribui de alguma forma para chegar a esses números? Não precisa responder... Só reflita!

Catazoo

Quatro postos SAC em Salvador integram os pontos de coleta da campanha “Catazoo”, que tem como meta arrecadar dois milhões de tampinhas de garrafas pet para construção de filtros naturais no Parque Zoobotânico Getúlio Vargas, no bairro de Ondina, em Salvador. A iniciativa da campanha é de um grupo de estudantes de Relações Públicas da Uneb em parceria com o Jardim Zoológico.

No sistema de filtragem, criado pelo coordenador do Zoológico de Salvador, Gerson Norberto, “as tampinhas funcionam como um depósito de bactérias anaeróbicas que digerem as partículas de matéria orgânica que passam pela peneira na primeira fase da filtragem". Segundo Gerson, as tampinhas foram escolhidas em substituição a um material plástico fabricado nos Estados Unidos que custa U$ 1,50 cada, tornando o projeto ecologicamente viável e de baixo custo.

As doações podem ser feitas nas unidades do SAC Comércio, Barra, Iguatemi e Salvador Shopping.
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Fonte: Portal do Servidor da Bahia

terça-feira, dezembro 07, 2010

A paciência pode salvar a sua família

Nas dificuldades nos relacionamentos familiares, ou seja em que área for, esse dom precioso é muito importante por nos ensinar a esperar o tempo do outro e não perder a oportunidade de amar e de crescer, permitindo que Deus molde o nosso coração.
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Veja aqui!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Complexo - Universo Paralelo

Retrato do cotidiano numa das maiores comunidades de favelas do Rio de Janeiro, Complexo - Universo Paralelo, de 70 minutos, narra a vida de uma mãe de oito filhos, dona Célia, do presidente da associação de moradores há 35 anos, Seu Zé, e o rapper local McPlayboy. O filme sobre a comunidade carioca, Complexo do Alemão, foi uma das principais atrações do DocLisboa, um dos principais festivais de Portugal.
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Confira o trailer...
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Novo tapa-buraco


A cena acima mostra um automóvel Fiat Uno, com identificação da empresa pública Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), autarquia da Prefeitura de Juazeiro, no norte baiano realizando o trabalho de um compactador de asfalto na Rua Minas Gerais, no bairro Santo Antonio, nesta terça-feira (30). A obra era de um tapa-buraco na rua, em que foi realizado um serviço subterrâneo de saneamento.
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Fonte: Bahia Notícias

quinta-feira, dezembro 02, 2010

DVD pirata é vendido com imagens do confronto no Rio

Camelôs do centro do Rio de Janeiro estão oferecendo um DVD pirata com resumo da caça aos traficantes da última semana. O filme "Terror no Rio 2010" é vendido por R$ 10 a unidade e anunciado como um "documentário", mas tem apenas trechos editados de reportagens de jornais.

A imagem da estátua do Cristo Redentor usando um colete à prova de balas é a capa do DVD. A foto exibe explosões e fogo ao fundo. A contracapa traz carros incendiados e blindados da Marinha. Também é mencionado que o filme é proibido para menores de 16 anos.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

A espiritualidade do músico católico

por Pe Roger Luis da Silva (Canção Nova)
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O músico exerce uma função importante na liturgia e também nos momentos de louvor. O que precisa estar muito presente no coração dele é a dinâmica da espiritualidade. A espiritualidade do músico católico deve ser voltada para a experiência católica.
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Um exemplo: um músico católico que não vai à Missa, deixa de ser um músico católico, porque ela é o auge da espiritualidade católica. Outra coisa que precisa ficar presente na espiritualidade do músico católico é a Adoração Eucarística, buscar Jesus na Eucaristia e todas as suas vertentes, como a intimidade com a Palavra de Deus.
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Você, músico, conhece muito bem as fontes de inspiração. Quando a música brota da Palavra de Deus, ela tem uma eficácia sobrenatural, basta você musicar a Palavra pela inspiração, buscar a harmonia no coração de Deus e você vai ver como a música "pega". A Bíblia em si já traz vida, libertação e cura. Precisamos fazer uma experiência com a Palavra de Deus.
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Algo importante também é a intimidade com o Espírito Santo, porque – em minha opinião, e creio que não seja só em minha opinião – isso é obra de Deus, pois a inspiração da música católica precisa vir do Espírito Santo.
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Nós também não precisamos consultar harmonias da música secular para colocar na música católica. Pois, assim, perde em unção, perde em eficácia, porque o Espírito Santo é a criatividade por excelência. É Ele quem dá a criatividade, então, não há necessidade de buscá-la em outras fontes.
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A música, então, precisa brotar da oração e não de um acorde secular. O acorde é Deus quem vai dar. Conheço muitos músicos e, partilhando com eles sobre o nascimento de uma música, sei que ela vem de um momento de oração e Adoração Eucarística.
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A música católica não é feita para fazer sucesso. O sucesso que Deus quer são almas salvas, vidas transformadas, pessoas curadas! E a música tem este poder. Assim como tem o poder de fazer uma pessoa se embriagar, se drogar – como vemos, por exemplo, nas festas rave – ela tem o poder de transformar uma vida. Nós precisamos "virar a mesa", virar o jogo e apresentar uma música pura, que vem do Céu e transforma vidas.
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Que Deus abençoe você e que Ele próprio o inspire. Não busque fora de Deus, porque só Ele tem a inspiração para o novo da sua canção!

domingo, novembro 28, 2010

Traficantes cariocas podem invadir Salvador

Enquanto o Rio de Janeiro assiste ao vivo e a cores a versão original da Tropa de Elite, com os policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) efetuando ataques às favelas em busca de traficantes, ações que resultam em cenas chocantes mostradas em horários nobres dos canais de televisão, Salvador reflete sobre esta situação de terror e teme que possa ser a próxima vítima da violência urbana em grande escala. Ontem, já era dada como certa por parte das autoridades cariocas que os bandidos estavam fugindo para destinos ainda ignorados.
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“A tendência é estes criminosos virem para o Nordeste, porque eles não vão ter condição de enfrentar o poderio do Exército. Salvador, Fortaleza e Natal são as cidades preferidas pelos chefes do tráfico do Rio de Janeiro, que chegam e investem muito dinheiro.
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Vilas do Atlântico já foi o antro de traficantes do sul, que fugiram pra cá”, comentou o advogado criminalista João Novais, um dos mais atuantes da cidade, que considera a polícia baiana despreparada para enfrentar um possível êxodo da bandidagem carioca.
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“A polícia da Bahia não tem estrutura para combater a bandidagem daqui, imagine a do Rio. Por isso mesmo corre o risco de ser alvo dos traficantes cariocas. O policial baiano ganha um salário de vergonha, o que o torna mais fácil de ser corrompido pelo crime organizado, que age como empresa e movimenta fortunas.
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É preciso que o policial tenha uma boa base familiar para não se deixar envolver pela corrupção promovida por facções cariocas ou paulistas, que são comandadas por cabeças pensantes, bandidos inteligentes”. (Informações da Tribuna da Bahia)

sexta-feira, novembro 26, 2010

Vilão ou mocinho?

Jalecos e gravatas podem disseminar infecções e doenças
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por Adriano Villela (Tribuna da Bahia)
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Um dos recursos disponíveis para o controle de infecções no ambiente hospitalar, o jaleco pode transmitir doenças, caso seja usado inadequadamente. O risco maior está na entrada e saída dos hospitais trajando a vestimenta, abrindo espaço para a troca de bactérias nos dois sentidos: da rua para a unidade de saúde e vice-versa.
Pesquisa divulgada recentemente pela PUC-SP revelou que 95,83% dos jalecos continham algum microorganismo. O presidente da Sociedade Baiana de Infectologia, Adriano Oliveira, destaca outros cuidados com vestes dos profissionais de saúde. “É uma discussão antiga. Estudos da Inglaterra mostram que a gravata, peça que não é lavada sempre, transmite doenças”, acrescentou o médico baiano. Oliveira defende a adoção de cuidados específicos com as roupas do profissional de saúde para cada tipo de paciente.
Se um médico vai atender alguém com bactérias multiresistente e depois pessoas com bactérias comuns, é conveniente que ele troque o jaleco”, defendeu o infectologista. O uso de camisas de manga comprida, acresce ele, requer o cuidado no sentido de evitar que a veste toque nos internados. Adriano Oliveira condena a atitude de médicos que mantêm o jaleco quando saem na rotina social fora do hospital. “É também uma questão de etiqueta, de educação. Não se usa uma roupa de trabalho fora do ambiente adequado”, disse.
Presidente do Sindimed, o médico José Cayres, reconhece o hábito de utilização indiscriminada do jaleco. Cayres alerta que o cuidado com a vestimenta deve ser incumbência de todos os profissionais de saúde.
“Entre os jovens, o jaleco é “cult”. Não sei se é a palavra certa, É um hábito incorreto, que os jovens fazem quando cursam a faculdade por vaidade”.
O sinal amarelo quanto ao uso das vestes cresceu após a eclosão de vários casos da superbactéria KPC, no mês passado, sobretudo no Distrito Federal. A falta de cuidados quanto aos procedimentos de controle de infecção foi uma das causas do crescimento da bactéria resistente a praticamente todos os antibióticos.
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Veja também:

quarta-feira, novembro 24, 2010

O lado triste da Bahia

por Paixão Barbosa (*)

Quem ligou a TV na manhã de [ontem] para assistir aos noticiários começou o dia com o astral lá embaixo, tantas foram as notícias veiculadas sobre crimes e violência.

Os dois casos de maior repercussão da semana, as mortes das duas garotas decapitadas – crime de brutalidade sem par, que nos faz pensar sobre que tipo de ser humano é capaz de fazer uma coisa assim – e a do garoto atingido por uma bala quando estava dentro da sua casa, são apenas duas situações-limite num quadro geral de violência generalizada.

Passada a campanha eleitoral, durante a qual foram ouvidas muitas promessas de investimentos na área da segurança e apresentados diversos números tentando tornar o cenário mais cor de rosa possível, os baianos se batem de frente com a realidade. E esta é muito cruel.

Segundo os dados do Observatório de Segurança Pública, uma organização não governamental especializada na área, o número de casos de violência na Região Metropolitana de Salvador cresceu assustadores 386% nos últimos dez anos (em Salvador, o crescimento foi de 277%).

A média de assassinatos na RMS já chega a oito por dia e os números continuam crescendo, ao contrário de outros Estados que conseguiram reduzir o ímpeto da violência, a exemplo de São Paulo e Pernambuco, onde houve uma sensível queda no quadro de mortes violentas.

Triste Bahia. E mais tristes, e assustados, ficamos nós, os baianos, que estamos expostos a tal situação, nas perspectiva de, a qualquer momento, fazermos parte desta vergonhosa estatística.

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(*) Política e Cidadania (A Tarde Online)

terça-feira, novembro 23, 2010

Comerciantes do Pelourinho devem 7,8 milhões ao IPAC

Enquanto não se chega a uma solução sobre a situação do Centro Histórico de Salvador, os problemas se acumulam. Segundo o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), cerca de 278 comerciantes acumulam dívidas de R$ 7,8 milhões. De acordo com o órgão, “o modelo de ocupação de imóveis implantado a partir da década de 1990 para reabilitação o Pelourinho, distribuindo imóveis para comerciantes e lojistas da iniciativa privada como se fosse um Shopping Center à céu aberto, como anunciou a gestão governamental da época mostrou-se falido, pois esses comerciantes não honraram com os seus compromissos de pagamento como determina o contrato que assinaram”, diz em nota.
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O presidente da Associação dos Comerciantes do Centro Histórico de Salvador, Acopelô, Lenner Cunha, reconhece as dívidas dos empresários e dos moradores do Pelourinho. “A Acopelô tomou o leme dessa discussão com o IPAC. No ano passado levamos um documento ao governador Wagner pedindo o rebate de 95% dessa divida para que os concessionários pudessem pagar 5% do montante". (Informações da Tribuna da Bahia)

segunda-feira, novembro 22, 2010

Gafe derruba ministro

O ministro da Justiça do Japão, Minoru Yanagida, renunciou após a repercussão causada por recentes comentários nos quais afirmava em discurso em sua circunscrição de Hiroshima (oeste do Japão) que ser ministro da Justiça do Japão "é fácil" porque só tinha que lembrar duas frases se [lhe] fizessem alguma pergunta na Dieta (Parlamento).

Segundo disse, essas duas frases eram "não devo fazer comentários em casos individuais" e "estou atuando de forma apropriada de acordo com a lei e com as provas". (Informações da Agência Estado)

Não a Obama

Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac revelou que 49% dos eleitores americanos considera que o presidente Barack Obama não merece um segundo mandato. (Informações da EFE)

quinta-feira, novembro 04, 2010

Grande encontro

Redes sociais e eleições em 2010

Finalmente, a internet e as redes sociais tiveram um papel mais relevante nas eleições brasileiras. Porém, como bem disse Pedro Doria em artigo no Estadão (31/10/10), ninguém venceu na rede. O empate entre os candidatos nesse meio de comunicação revela que, no limite, as redes sociais não favoreceram ninguém nem foram decisivas para o resultado final.

O Brasil de 2010 ainda é um país em que a penetração da internet é baixa, apesar da vocação do brasileiro para a rede e do seu potencial de crescimento explosivo. Sendo assim, não houve qualquer episódio nas redes que modificasse de modo claro e decisivo as tendências do processo eleitoral. No futuro, no entanto, não deverá ser assim.

A internet será, cada vez mais, o meio de informação da cidadania sobre tudo e sobre todos...

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por Murillo de Aragão, cientista político (Blog de Noblat)

José de Abreu, o Zé Bigorna

Sou interneteiro. José Mayer me chama de ‘José Windows’. Sei achar tudo que há no mundo pela internet, criamos uma rede de desmontar factóides. Quando começou aquela onda de emails... aquelas coisas... Dilma guerrilheira, lésbica, f.d.p., que roubava dinheiro dos companheiros... quando aquela baixaria começou, aí descobri que tinha até falso indiano trabalhando com essa coisa de internet dos caras (da campanha do Serra). Consegui quase 11 mil seguidores em uma twitcam. Falei por quase 2 horas sobre a ditadura, que não fazíamos terrorismo, como era a censura... Usei muito, muito o twitter a favor da Dilma, 20 horas por dia. Foi guerrilha virtual. Tive 7 mil seguidores, apaguei a conta porque fiquei com medo das ameaças. O que importa não é a quantidade de seguidores, mas quantas vezes fui retuitado. Tinha frase minha que foi retuitada 20, 30 mil vezes. A cada semana mudava de nome, sempre com nome falso. Usei vários nomes, como Marcos Ovos, Senhor Jardineiro e o que ficou mais famoso, o Zé Bigorna.
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Dilma ficou sabendo, o Lula sabendo das coisas que eu fazia... A Dona Marisa me ligou do Chile para comentar meu trabalho. Falou: ‘nós estamos sabendo de tudo, que coisa linda você tá fazendo’. Aí fiz mais umas sete ou oito twitcams. Postava uma twitcam, onde dava uma aula sobre a ditadura. Abro a camerazinha e coloco 10 mil pessoas em dez minutos ouvindo o que tenho pra falar. Tenho esta facilidade. Meus recados eram para desmentir os boatos sobre Dilma... Ela não era terrorista, nem eu. A gente era herói. Terrorista era o Estado brasileiro.
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Estudava Direito, na PUC de São Paulo, quando entrei na luta clandestina contra a ditadura. Fui da Var-Palmares, a mesma organização da Dilma. Se a conheci, eu não lembro. A gente não conhecia os companheiros, eram nomes de guerra, não tinha como lembrar.
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Quando houve o fechamento político, depois de 1971, quando saí da organização, fiquei escondido na Bahia, em Recife, parei em Arembepe (BA), que foi o Woodstock brasileiro. Ali pintou ácido lisérgico, ioga, flauta doce, rock progressivo... Comecei um processo de viagem espiritual, autoconhecimento, namorei uma jovem na época... Juntou aí a vontade de conhecer Londres e Amsterdã, símbolos da libertação hippie. A política ficou de lado. Os esquerdistas foram para Paris e eu para Amsterdã.
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Não aceitaria (cargo no governo Dilma), apenas se fosse um cargo de um conselho, desde que não tenha salário. Não sou político profissional, sou militante por amor. Quero acabar com a miséria. Agora, se ela falar que estou convocado, eu vou. Mas talvez doe meu salário. Tenho o salário da Globo. Ganho muito bem lá”.
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José de Abreu é ator da Rede Globo - Fonte: Último Segundo - Foto: Agência Estado

O feminino e as Farc

A ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt afirmou, durante sabatina da Folha, que o fato de ser mulher tornou muito difícil ser refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Segundo ela, a hierarquia da guerrilha é composta por homens...

"A raiz sociológica das Farc é o campesinato colombiano, que é muito machista. Há uma reação forte contra a mulher", afirmou. "Os campesinos têm um rechaço a tudo o que pode ser comportamento feminino, como orar, delicadezas, emoções..."

quarta-feira, novembro 03, 2010

Doações das empreiteiras

Empreiteiras doaram para as campanhas desta eleição R$ 237 milhões. De acordo com informações da Justiça Eleitoral as empresas e suas subsidiarias distribuíram recursos a quase todos os partidos, exceto os de extrema esquerda, e a todos os cargos em disputa. Do total de doações das construtoras, R$ 155 milhões foram repassados por meio dos comitês financeiros ou das direções partidárias. Esse valor representa 65% das doações feitas pelas empreiteiras na campanha (OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Votorantim, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Delta e Serveng-Civilsan). Entre as oito construtoras, a campeã em financiamento de candidatos até agora é a Camargo Corrêa, com 84 milhões de reais. Em segundo lugar, a Queiroz Galvão, com 50 milhões de reais e em terceiro, a Andrade Gutierrez, com 41 milhões de reais. Um dos beneficiados com as doações foi o governador Jaques Wagner, que recebeu R$ 10,3 milhões do total.
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Informações do Bahia Notícias

terça-feira, novembro 02, 2010

Ecos da eleição

Quando a fome apertou ele (o marido) perguntou para ela (a esposa) se a mesma poderia fazer o café com pão quente e ovos... Ela respondeu:
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Sim, eu posso.
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Ele com a voz inaudível balbuciou:
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Obrigado, Dilma...

segunda-feira, novembro 01, 2010

Sim, mas...

A Bahia deve registrar a temporada de verão mais concorrida dos últimos dez anos. De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur) a expectativa é de 6,6 milhões de visitantes durante a alta estação, período que começa em novembro e vai até março de 2011. Informações da Tribuna da Bahia
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O que o governo estadual e a prefeitura estão fazendo? Já começaram a arrumar a sala para receber os visitantes?