quarta-feira, novembro 24, 2010

O lado triste da Bahia

por Paixão Barbosa (*)

Quem ligou a TV na manhã de [ontem] para assistir aos noticiários começou o dia com o astral lá embaixo, tantas foram as notícias veiculadas sobre crimes e violência.

Os dois casos de maior repercussão da semana, as mortes das duas garotas decapitadas – crime de brutalidade sem par, que nos faz pensar sobre que tipo de ser humano é capaz de fazer uma coisa assim – e a do garoto atingido por uma bala quando estava dentro da sua casa, são apenas duas situações-limite num quadro geral de violência generalizada.

Passada a campanha eleitoral, durante a qual foram ouvidas muitas promessas de investimentos na área da segurança e apresentados diversos números tentando tornar o cenário mais cor de rosa possível, os baianos se batem de frente com a realidade. E esta é muito cruel.

Segundo os dados do Observatório de Segurança Pública, uma organização não governamental especializada na área, o número de casos de violência na Região Metropolitana de Salvador cresceu assustadores 386% nos últimos dez anos (em Salvador, o crescimento foi de 277%).

A média de assassinatos na RMS já chega a oito por dia e os números continuam crescendo, ao contrário de outros Estados que conseguiram reduzir o ímpeto da violência, a exemplo de São Paulo e Pernambuco, onde houve uma sensível queda no quadro de mortes violentas.

Triste Bahia. E mais tristes, e assustados, ficamos nós, os baianos, que estamos expostos a tal situação, nas perspectiva de, a qualquer momento, fazermos parte desta vergonhosa estatística.

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(*) Política e Cidadania (A Tarde Online)

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